Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

Estamos no início do mês de outubro, mês missionário, do Rosário, da Juventude, Ano Nacional do Laicato, Mês que sedia de 3 até o dia 28, o Sínodo Ordinário dos Bispos sobre os Jovens, convocado pelo amado Papa Francisco, e que se ocupará como XVª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos com o tema: “Os Jovens, a fé e o discernimento vocacional” à luz da missão da Família diante dos desafios de um mundo sedento de Deus e valores, tão bem elencados na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia sobre o amor na Família.

As leituras do Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum apresentam uma temática sempre atual: a união matrimonial. Fruto do amor de um homem e uma mulher, o matrimônio aparece como projeto de Deus para o ser humano na busca da realização e da felicidade. Esse amor fiel, construído e fundamentado na doação e na entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus para com o ser humano. Os textos bíblicos situam o debate em seu verdadeiro horizonte, trazendo a intenção originária do Criador. Essa forma enfatiza a fidelidade no matrimônio, proibindo explicitamente o divórcio. O adultério é a ruptura de uma relação que deve ser concebida não como um simples contrato legal, mas como uma disposição de vida, uma aliança estável, à semelhança daquela que o mesmo Deus fez com seu povo, alimentada pelo amor e não pela lei.

O ser humano foi criado para a comunhão com os outros. A família, comunidade primeira da sociedade, é querida e abençoada por Deus. Solidário conosco e nosso irmão, Jesus nos instrui sobre o profundo sentido do matrimônio. Formamos família que vive a prática do amor fraterno e busca tornar novas as relações entre homens e mulheres, superando preconceitos e atitudes de dominação.

Os seres humanos foram criados para viver em harmonia uns com os outros. Ao se encarnar, Jesus tornou-se solidário com a humanidade, participando da mesma sorte. O projeto inicial de Deus é homem e mulher vivendo o amor e o benquerer.

A liturgia proposta para este domingo é uma reafirmação da vocação de todo ser humano: o amor. Sem ele a vida não deixa de ser uma experiência de solidão que condena qualquer um à triste experiência da morte. Como diz São Paulo: “sem o amor, nada sou”.

Atualmente, a constante mudança dos valores em nossa sociedade, apresentada principalmente pelos meios de comunicação social, dificulta a fidelidade dos esposos. Em muitos casos, uma simples dificuldade já serve de motivo para a separação. Existem uniões que já começam praticamente pensadas para durarem determinado tempo: sem o sacramento, com separação de bens...

A separação será sempre o fracasso do amor. Só o amor eterno, manifestado em um compromisso indissolúvel, está de acordo com o que o Criador nos ensinou, respeitando desta forma seu verdadeiro projeto.

É interessante observar como o Evangelho de Marcos, em sua primeira parte trata da fidelidade, do verdadeiro matrimônio e das consequências do adultério. Deus faz aliança conosco. O matrimônio também é uma aliança, que naturalmente implica em fidelidade! Quando rompemos a fidelidade, cometemos adultério. Sou até mais ousado, em pensar, que facilmente nos “prostituímos”, traindo a aliança de Deus conosco! Isso acontece quando mentimos, fingimos e maliciamos pessoas, comportamentos, atitudes, eventos... Depois que Jesus, em casa, orienta seus discípulos sobre o tema da necessária fidelidade em toda relação humana, acolhe as crianças: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o reino de Deus é dos que são como elas”.

Dois pensamentos merecem nossa atenção. As características da criança que perdemos, tornando-nos adultos: sinceridade, espontaneidade e pureza. Quando crescemos tornamo-nos mentirosos, fingidos e maliciosos. Eis o convite a recuperarmos as características das crianças. A outra questão a ser levada em conta, é que de cada separação, divórcio ou infidelidade, quem mais sofre as consequências do desamor, são as crianças. Os filhos de um casal que, muitas vezes, não passam de um cruel acidente, susto ou simplesmente um detalhe! Pode haver maior irresponsabilidade, egoísmo, desumanidade e insensibilidade? Depois nos perguntamos por que o mundo está tão enfermo, violento, deprimido e desencantado! Ou levamos a sério o amor com sabor divino que nos é permitido viver, ou não ousemos brincar de criaturas humanas, porque nem os animais são tão selvagens como nossa arrogância e prepotência, de querermos ser deuses sobre os outros!

Neste domingo, levaremos os envelopes para a Coleta das Missões. Seja nossa partilha consciente e generosa. Não deixemos para colocar nossa oferta no Dia Mundial das Missões, 21 de Outubro próximo. Naquele domingo devolveremos nossos envelopes, contendo o resultado do esforço que fizermos ao longo desses dias, partilhando de nossa pobreza, com os Missionários e as Missionárias do Mundo todo, que com inúmeras dificuldades dependem de nossa oferta generosa, para poder anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Seja esta a nossa Coleta mais consciente, porque realizada no Ano Nacional do Laicato!

Por fim é Dia de Eleições Gerais em nosso tão rico, e ao mesmo tempo tão desfalcado Brasil. Peçamos a Deus que ilumine a consciência do povo brasileiro, para que saiba discernir e escolher pessoas honestas e dedicadas ao bem comum para governar nosso país.

Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão o abraço amigo,

Padre Gilberto Kasper

(Ler Gn 2,18-24; Sl 127(128); Hb 2,9-11 e Mc 10,2-16)
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Outubro de 2018, pp. 32-35 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum de Outubro de 2018, pp. 53-58.
COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS

VIGÉSIMO-SÉTIMO DOMINGO COMUM

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“Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8)
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